Danilo Moscon é Engenheiro Mecânico, e a profissão o levou ao Maranhão entre 2006 e 2011. Já fotografava, mas com menos intensidade. Deste período, ele conta: "Consegui me dedicar de uma forma forte à fotografia. Viajei por quase todo o Maranhão e descobri a sua enorme beleza, a sua luz maravilhosa. Destas viagens, foram surgindo fotos que, ao mostrar aos meus amigos, fui muito incentivado a expor, vindo a fazer quatro exposições na cidade de São Luís."
É do trabalho e da experiência daquele período que Danilo compôs a atual mostra "Lençóis Maranhenses", que integra o conjunto das exposições do FOTO 14 que foram vencedoras do 3º Prêmio Funalfa de Fotografia, de 2014.
Veja toda a cobertura do Foto 14 pelo JF em Foco
Atualmente aposentado e residente em Juiz de Fora, Danilo dedica-se integralmente à Fotografia.
E uma das frentes em que vem atuando é a da impressão fotográfica em alta qualidade. Foi o impressor de várias exposições recentes na cidade, e de quase todas as imagens dos fotógrafos de Juiz de Fora que participaram do Foto Escambo no FOTO 14. Pode-se saber mais sobre esta atividade de Danilo aqui mesmo no blog, em outras matérias. Veja Danilo Moscon.
A exposição está no Hiato Ambiente de Arte, em São Mateus, uma das muitas que, neste ano, saíram do CCBM, ampliando o alcance do evento para o novo "Circuito Fotográfico São Mateus Passos".
A seguir, uma apresentação da exposição por Afonso Rodrigues.
"Lençóis Maranhenses"
A Imensidão do vazio
A presente exposição é uma reflexão sobre a potência da
paisagem natural na ressignificação do
ser humano. A experiência vivenciada pelo fotógrafo Danilo Moscon, registrada
nesta sequência de imagens, feitas na região dos Lençóis Maranhenses, propõe
uma reflexão sobre nossa cultura contemporânea.
A imensidão que se abre aos olhos do espectador não só o
coloca frente a uma nova experiência geográfico/espacial, mas o coloca frente a
si mesmo enquanto um ser cultural e social. Imerso numa civilização do excesso
e do acúmulo, o enfrentamento à imensidão da paisagem desta região do Brasil
instala no observador uma nova percepção de si, um esvaziamento existencial
que, ao invés de jogá-lo num estado de anulação, o coloca num estado primal de
percepção e comunhão consigo mesmo: o esvaziamento proposto pelas imagens minimalistas o remete a um estado inicial de
vida, a um nível de percepção primário onde as fronteiras do ser humano se
diluem e sua união como todo torna-se palpável.
O que este artista da imagem nos apresenta é uma seleção de fotos que resumem esta experiência
visual/existencial que, - numa variação
sobre o tema da paisagem da região maranhense, onde ele explora a combinação
sutil das dunas, lagoas e firmamento - pede ao espectador um olhar afiado e
reflexivo, solicitando uma atitude de passividade positiva, na qual a anulação
de estereótipos culturais dá lugar a uma nova postura de interação com as
imagens muito próxima à filosofia do zen, ou seja, o fluxo perceptivo se
localiza nas sutilezas, numa vivência que não anula, mas que preenche através
do vazio.


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No Hiato - Ambiente de Arte
FOTO 14 - 14 de agosto a 14 de setembro
Segunda a sexta-feira de 9 às 12 e de 14 às 18h. Sábado, de 9 h às 13 h
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