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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Resultado do concurso “Mariano Procópio: o Museu e o Bairro”




     Foi divulgado o resultado do Concurso Fotográfico “Mariano Procópio: o Museu e o Bairro”.



Vencedoras
1° lugar: Coco, cana, fusão e wi-fi

Tamires Gasparetto Orlando
2° lugar: Rastros

Hugo Bonfatti Delgado
3° lugar: Vagão do Tempo

Magali Bastos Altomari de Souza



Demais selecionadas
A emissora de TV

Tamires Gasparetto Orlando
Cultura em Foco

Getúlio Vargas Machado
Espiando o Mapro

Humberto Ribeiro Fontes
(Beto Fontes)
Fachada da Educação

Nelson Paes Leme O. de Araújo
MAPRO Panorama

Getúlio Vargas Machado
Meus Vizinhos, meu Patrimônio

Denilson Luiz Souza
Musa da Solidão

Antônio Carlos Duarte
O Vagão

Renato Campos Abreu
Travessia

Hugo Bonfatti Delgado
Trilhos da Saudade

Flávio Motta Rodrigues
Vagão

Hugo Bonfatti Delgado

     Foram selecionadas 14 fotografias, que integrarão a exposição que será aberta em 10 de janeiro, na galeria da varanda do parque do Museu Mariano Procópio, quando os três primeiros colocados receberão seus prêmios, e os demais, certificados de participação.

     A escolha foi feita por uma Comissão Julgadora, formada por

  • Valéria Faria, Pró-reitora de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Ana Barbosa, professora da Faculdade de arquitetura da UFJF e membro do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Comppac)
  • Oswaldo Luiz Calzavara, repórter fotográfico

     Como critérios, foram considerados o ineditismo, a originalidade, a adequação ao tema e o cuidado com a técnica utilizada. Os jurados observaram a presença de elementos artísticos, como o uso criativo da perspectiva, registro de objetos em movimento e a construção de linhas, fatores que contribuem para o enriquecimento da composição e de narrativas visuais.

     O concurso dá prosseguimento ao processo de valorização da fotografia, estimulando sua produção e difusão, inicialmente circunscrito ao próprio Museu, através de temas como o patrimônio histórico, as artes, a fauna a flora e as imagens noturnas. Neste ano, foi concebido o tema para valorizar o entorno do Museu Mariano Procópio, para despertar o interesse pela sua preservação.

     A data da exposição comemora o aniversário de nascimento do fundador do Museu, Alfredo Ferreira lage (1865-1944), que foi premiado fotógrafo amador e que criou e presidiu o Photo Club do Rio de Janeiro, em 1903, que, além de três grandes exposições realizadas no início do século XX, tinha como objetivo a criação de um museu da fotografia.

     Entre os diversos escolhidos, alguns nomes bastante frequentes no JF em Foco, como Flávio Motta e Magali Bastos, e vários outros conhecidos. Parabéns a todos!


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Exposição “Mariano Procópio: o Museu e o Bairro”
No Parque do Museu Mariano Procópio
10 de janeiro a 13 de março de 2016
Terça a domingo, 8 às 18 h
Rua Mariano Procópio, 1.100
Bairro Mariano Procópio
36035-780
(32) 3690-2211

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Exposição "União e Indústria" em Niterói



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"Ponte Americana", foto de Revert Henry Klumb, de 1861

É considerada uma das fotografias mais extraordinárias
produzidas no Brasil durante o século XIX,
em virtude de sua perfeição técnica e estética


      A exposição “União e Indústria: uma estrada para o futuro” está novamente em cartaz, agora em Niterói -  RJ, no Museu do Ingá.

     A abertura é nesta sexta-feira, 18 de dezembro, às 18 h, e permanece até 28 de fevereiro de 2016.

      A mostra possibilita ao visitante compreender a trajetória desta monumental obra de referência da engenharia do século XIX, primeira estrada macadamizada da América Latina, inaugurada em 23 de junho de 1861, com a presença do imperador Dom Pedro II. Empreendida pelo comendador Mariano Procópio Ferreira Lage (1821-1872), por meio da Companhia União e Indústria, a estrada influiu no desenvolvimento de cidades ao longo de seu trajeto principal de 144 quilômetros e impactou decisivamente a economia do Império Brasileiro. A empresa foi também responsável pela implantação de uma colônia de imigrantes germânicos e da Escola Agrícola União e Indústria, em Juiz de Fora, além de oficinas e hotéis.

      Construída entre 1856 e 1861 para ligar Petrópolis a Juiz de Fora, a estrada União e Indústria vai ser apresentada ao público por meio de 22 fotografias de Revert Henry Klumb, do acervo do Museu Mariano Procópio. A curadoria da exposição é de Pedro Vasquez, referência como pesquisador da fotografia no Brasil, e reúne ainda litografias que ilustraram o livro “Doze horas em diligência: guia do viajante de Petrópolis a Juiz de Fora”, publicado em 1872.

      A exposição foi apresentada três vezes em Juiz de Fora, inicialmente no Espaço Cultural Correios, em 2013, no Saguão da Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2014, e no Centro Cultural Brasil Alemanha, em 2015.



  Veja matérias do JF em Foco sobre a exposição,
com detalhes técnicos, um pouco da história 
e links para ainda mais informações
sobre Klumb, o curador, a exposição.
 
Revert Henry Klumb

      Fotógrafo de origem alemã, atuou no Brasil entre as décadas de 1850 e 1870. Acredita-se que tenha nascido em 1826 e morado alguns anos na França. Em meados da década de 1860, estabeleceu-se em Petrópolis, onde tornou-se professor de fotografia da Princesa Isabel, e o fotógrafo preferido da imperatriz.

      Foi o pioneiro em fotografias estereoscópicas no Brasil. Em 24 de agosto de 1861, após o registro da inauguração da Rodovia União e Indústria, recebeu o título de “Photographo da Casa Imperial”.


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Exposição "União e Indústria: uma estrada para o futuro"
No Museu do Ingá
Abertura em 18 de dezembro de 2015, 18 h
Até 28 de fevreiro de 2016
Terça a sexta-feira, de 12 às 17 h. Sábados, domingos e feriados, 13 às 17 h
Rua Presidente Pedreira, 78
Ingá
Niterói - RJ


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Calendário 2016 tem fotos de Nicoline



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Detalhe no Museu Mariano Procópio


      Com quatorze imagens de autoria de Humberto Nicoline, a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) está lançando seu tradicional calendário, que aborda o tema “Detalhes & Ornamentos Arquitetônicos”.

      Os detalhes são ornamentos como capitéis, mísulas, elementos fitomórficos, cártulas, mascarão e guirlandas, entre outros. São remanescentes de um outro tempo, em que os conceitos estéticos da arquitetura urbana eram outros, e o requinte e a arte eram elementos praticamente indispensáveis nos projetos de edificações. Hoje, são elementos praticamente inexistentes, até porque o custo de mão de obra para tal nível de detalhes artesanais seria considerado proibitivo. Somos um mundo do mercado, não mais da beleza.

     Excelente calendário, e também um registro fotográfico de pequenos tesouros arquitetônicos da história de Juiz de Fora. Para guardar. 

      As imagens retratam 13 prédios tombados pelo patrimônio municipal:

Companhia Dias Cardoso
Edifício Comendador Pantaleone Arcuri
Associação Comercial de Juiz de Fora
Edifício Ciampi
4º Depósito de Suprimentos
Igreja Metodista Central de Juiz de Fora
Museu do Crédito Real
Edifício Santa Helena
Edifício residencial da Rua Espírito Santo, 427
Museu Mariano Procópio
Câmara Municipal de Juiz de Fora
Edifício Wagner Pereira
Colégio Cristo Redentor (Academia de Comércio)


     Na contracapa, aparecem as fachadas dos imóveis.

      O calendário está sendo distribuído gratuitamente desde segunda-feira, 14, na sede da Funalfa. Cada pessoa pode retirar um exemplar, mediante apresentação de documento de identidade ou CPF.

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Retirada na sede da Funalfa
Segunda a sexta-feira, de 8 às 11:30 e de 14:30 às 17:30 h
Avenida Rio Branco, 2.234
Junto ao Parque Halfeld



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Último dia para ver "Imagens da Cidade"




     A exposição “Imagens da cidade”, do Museu Mariano Procópio,  que reúne dez fotografias retratando parte do patrimônio arquitetônico de Juiz de Fora na primeira metade do século 20, já apresentada em 2013, está de volta mais uma vez.


     A exposição integra o projeto “Museu vai à Escola” mas termina nesta sexta-feira, 6/11, na Casa d'italia


     Veja outras notícias sobre a exposição aqui no JF em Foco, com detalhes sobre as imagens:


 

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Exposição "Imagens da Cidade"

Na Casa d'Italia
Av. Rio Branco, 2585
De segunda a sexta-feira, 9 às 11 e 13 às 19 h

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Concurso de fotografia do Museu vai até 27 de novembro



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 Aspecto do Bairro Mariano Procópio, de Flávio Motta



     Estão abertas as inscrições para o Concurso Fotográfico "Mariano Procópio: o Museu e o bairro", com inscrições de 13 de outubro a 27 de novembro.

     A iniciativa tem como objetivo despertar o olhar atento para a apreciação, a valorização e o reconhecimento da paisagem, da história e do patrimônio do bairro Mariano Procópio, no qual está situado o Museu.


     Através da fotografia, o projeto pretende estimular o sentido de observação em relação aos valores e à preservação do Patrimônio Cultural do bairro que faz parte do entorno do Museu Mariano Procópio, declarado Patrimônio Cultural Brasileiro, por meio de tombamento federal, aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro – Iphan.


      Os participantes poderão inscrever até três fotografias, coloridas ou em preto e branco, para a seleção que irá escolher 14 fotos para uma exposição a ser realizada. Mas somente uma poderá ser premiada.

      As fotografias serão avaliadas por uma comissão, formada por pessoas representativas da área de patrimônio e fotografia, que avaliará o ineditismo, a originalidade, a adequação ao tema e o cuidado com a técnica utilizada.
 


     As três melhores fotografias serão premiadas com
  • uma edição da revista anais do Museu Mariano Procópio
  • uma edição do livro MAPRO -  Museu Mariano Procópio
  • uma edição do catálogo da Exposição D. João -  O contexto do acervo Joanino  no acervo do Museu Mariano Procópio
  • uma edição do catálogo da Exposição Doce França - Recortes da vida privada na coleção do Museu Mariano Procópio

     Todas as imagens selecionadas receberão certificado de participação na exposição.

      É importante e indispensável ler com cuidado a íntegra do Edital, que contém muito mais detalhes, inclusive as disposições sobre cessão de direito de uso das imagens inscritas.


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  • Inscrições até 27/11
    • Entregar ficha de inscrição, termo de autorização de uso da obra, imagem e nome do autor (anexos do edital)
    • os documentos devem ser entregues na sede administrativa do Museu (R. D. Pedro II, 350 - bairro Mariano Procópio)
    • de 13 de outubro a 27 de novembro, 8 às 11:30 e 14 às 17:30 h
    • tamanho 30 x 40 cm 
    • sem identificação, impressas em papel fosco ou brilho, em cor ou preto e branco
    • somente fotografias inéditas, isto é, que não tenham sido publicadas em qualquer veículo impresso ou eletrônico


  • Em caso de dúvida, entre em contato com o Museu:  3690-2027

  • Podem participar fotógrafos profissionais e amadores, maiores de 18 anos ou menores devidamente autorizados




terça-feira, 27 de outubro de 2015

Museu abre mostra sobre a Exposição Universal de 1900 em Paris



Acervo do Museu Mariano Procópio



     O Museu Mariano Procópio abriu na terça-feira, 27, a exposição “Arte e Modernidade em Paris: Exposição Universal de 1900”, com fotografias que formam um álbum composto por 50 imagens.

     As fotografias retratam Paris na virada do século 19 para o 20, e mostram o espírito festivo de união das nações – daí o termo universal – em torno do progresso, da arte, da ciência e da modernidade, bem como os cenários da exposição e o público que circulava pelo evento, sob o olhar dos irmãos Neurdein, os fotógrafos franceses que atuaram na produção de retratos e “vistas”.

     O Museu tem realizado diversas exposições fotográficas ao longo de anos recentes, o que é um indicador da riqueza de seu acervo neste campo. Assim, nada melhor que aproveitar estas iniciativas para não apenas conhecer o museu maior da nossa cidade, como também para aprender sobre muitos assuntos, incluindo a história da fotografia.

     Nesta matéria, utilizamos texto de Allison Ferrarezi, fornecido pelo Museu e pela PJF.

A Exposição Universal de 1900

     As exposições universais foram eventos muito celebrados no século 19, com o objetivo de reunir o progresso técnico, científico e artístico das nações envolvidas, acontecendo em grande parte na Europa (principalmente na Inglaterra e na França) e nos Estados Unidos.
     Marcando o final das exposições universais como forma de promoção da ciência e técnica, a edição de 1900 apresentou uma síntese retrospectiva das novidades tecnológicas do período. No entanto, inovou, com a criação de atrações teatrais, como o Grande Globo Celeste e a maior roda gigante construída até então, atraindo assim o público, como é possível perceber nas imagens, transformando-se num parque de diversões de grande escala.

No Parque do Museu Mariano Procópio
De 27 de outubro de 2015 a 8 de janeiro de 2016
Terça-feira a domingo, 8 às 18 h
Rua Mariano Procópio, 1100
Bairro Mariano Procópio
36035-780
(32) 3690-2211





segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Exposição "Simetria e Permanência" agora em São Paulo





     A exposição “Simetria e Permanência: A Arte na Fotografia de Alfredo Ferreira Lage”, do Museu Mariano Procópio, com fotografias de Alfredo Ferreira Lage, fundador do Museu, que esteve recentemente em Ouro Preto, no Museu da Inconfidência, agora, a partir de 15 de outubro, estará em São Paulo, no Salão Expositivo da Biblioteca Mário de Andrade.

     E em um momento interessante, porque ficará até 15 de dezembro e, neste período, a Biblioteca pretende passar a abrir durante 24 horas! Veja notícia da Folha de São Paulo,  "Biblioteca Mário de Andrade testa funcionamento 24 horas".

     A seguir, transcrevemos material do Museu e da Secretaria de Comunicação Social da PJF.

     Às 19 horas, antecedendo a abertura, será realizada uma mesa redonda sobre o “Fotoclubismo no Brasil”, com o curador da exposição, Pedro Vasquez, e a professora Helouise Costa, da Divisão de Pesquisa, Teoria e Crítica do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP).

      As imagens revelam o interesse do fotógrafo amador, especialmente pelo registro das paisagens, como composições bucólicas e cenas rurais, aspectos da fauna e flora mineira, a curva do Rio Paraibuna, vistas dos arredores de Juiz de Fora, de Poços de Caldas, Caxambu, Lambari e Belo Horizonte. Um exemplo da valorização da arte fotográfica é a imagem alegórica “Nouvelles de l’Absent”, mostrando uma jovem, de costas, lendo uma carta, segundo o gosto romântico da época. Como fotógrafo, obteve reconhecimento no seu tempo, com vários trabalhos premiados com medalha de ouro, como na Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro, e na Exposição Internacional de Turim, em 1911.

Educado na arte pictorialista, Alfredo Ferreira Lage atuou na difusão e valorização da fotografia, sendo considerado precursor do fotoclubismo no Brasil. Em 1903 fundou e presidiu o Photo Club do Rio de Janeiro, junto com Sylvio Bevilacqua, Barroso Neto e Guerra Duval, instituição que tinha, entre seus objetivos, a criação de um Museu de Documentos Fotográficos. A exposição, coordenada pela Expomus, tem o patrocínio da Petrobras e é promovida pela Fundação Museu Mariano Procópio, em parceria com a Biblioteca Mário de Andrade.


Alfredo Ferreira Lage

Nascido em 1865, em Juiz de Fora, Alfredo Ferreira Lage é filho do comendador Mariano Procópio Ferreira Lage (1821-1872), importante político e empreendedor do Império, que idealizou e construiu, por concessão, a “União e Indústria”, primeira rodovia macadamizada da América Latina. Alfredo foi educado na Europa e retornou ao Brasil para estudar Direito, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, formando-se na turma de 1890.
 
Começou a fotografar no final do século 19, durante viagem à cidade mineira de Lambari. Foi sócio de empreendimentos comerciais, agrícolas, industriais e educativos, alem de ter sido vereador na cidade onde nasceu e onde fundou o Teatro Juiz de Fora e dirigiu o jornal “O Pharol”.

Em 1915 abriu à visitação sua coleção como museu particular, fundando, oficialmente, em 1921, o Museu Mariano Procópio. No ano seguinte inaugurou um anexo, especialmente construído para ser a Galeria de Belas Artes, com apoio institucional do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do qual se tornou membro, posteriormente. Em 1936, Alfredo fez a doação do Museu Mariano Procópio para o município de Juiz de Fora e, para zelar pela instituição, criou o Conselho de Amigos do Museu. Morreu no Rio de Janeiro, aos 79 anos de idade.

Serviço
“Simetria e Permanência: A Arte na Fotografia de Alfredo Ferreira Lage”
Data: de 16 de outubro a 15 de dezembro de 2015
Segunda a sexta-feira: de 9 às 19 horas
Sábados: de 9 às 17 horas
Entrada gratuita.

Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94 – Centro – São Paulo/SP
Salão Expositivo – 3º andar
Tel: (11) 3775-0002

Ficha técnica
Realização e produção: Fundação Museu Mariano Procópio
Coordenação: Expomus – Exposições, Museus, Projetos Culturais
Coordenação de conteúdo: Douglas Fasolato
Curadoria: Pedro Afonso Vasquez
Expografia e comunicação visual: BUMMUB

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Exposição União e Indústria de volta - na Festa Alemã da Borboleta!





     A exposição “União e Indústria: uma estrada para o futuro” está novamente em cartaz, integrando a programação da 21ª Deutsches Fest, a Festa Alemã do Borboleta.

     Excelente oportunidade para quem não a viu no Espaço Cultural Correios, em 2013, ou no saguão da reitoria da UFJF,  em 2014, mas também para qualquer um de nós. Além de serem fotografias históricas da construção da estrada, no século XIX, são de  grande qualidade. Sem falar na sua relevância histórica. Estão associadas a aspectos importantes da história do Brasil no Segundo Império e à história de Juiz de Fora em especial.


     E lugar mais ligado a esta história, impossível! Afinal, grande parte dos imigrantes germânicos de Juiz de Fora veio para a construção da estrada.



     A exposição foi montada no bairro Borboleta, que fez parte da Colônia Pedro II, que integrava as ações da Companhia União e Indústria, fundada e presidida pelo comendador Mariano Procópio. Nesta exposição, em vez dos objetos museológicos do acervo, as fotografias de Revert Henry Klumb dialogam com os documentos e objetos da comunidade, relativos a União e Indústria. 

  Veja matérias do JF em Foco sobre a exposição em 2013 e 2014, com detalhes técnicos,
um pouco da história e links para ainda mais
informações sobre sobre Klumb, o curador, a exposição.
 

     O diferencial da exposição é que, desta vez, o acervo do Museu Mariano Procópio, destacando-se as fotografias registradas pelo alemão Revert Henry Klumb, está sendo exibido com documentos e objetos da comunidade sob a guarda da Associação Cultural e Recreativa Brasil – Alemanha, inclusive instrumentos de trabalho, como uma bigorna e um martelo utilizados na construção da estrada.


     A exposição permanecerá em cartaz depois da festa, até 30 de setembro, com programação educativa, promovendo o diálogo da comunidade com sua história. A estrada influiu no desenvolvimento de cidades ao longo de seu trajeto e impactou decisivamente a economia do Império brasileiro. A Rodovia União e Indústria possuía 144 quilômetros de um sistema moderno de ligação viária entre Petrópolis e Juiz de Fora, com ramais nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

     Mas é melhor ir visitá-la durante a Deutsches Fest, e ver a exposição de um fotógrafo alemão, sobre uma estrada construída com mão de obra germânica (alemães e austríacos), em meio a uma festa dos descendentes destes imigrantes! Eisbein, Kassler, Wurst e outros pratos típicos da cozinha alemã podem ser pedidos em um restaurante que funciona no próprio prédio onde está a exposição (e em muitas outras barracas também). Sem falar nas deliciosas tortas, no Apfel Strudel e muitas outras sobremesas! Tem Bier, claro, e pão alemão, grupos de danças típicas e ... bem, tem fotografia também! 


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Exposição "União e Indústria: uma estrada para o futuro"
Na sede da Associação Cultural e Recreativa Brasil-Alemanha
Até 30 de setembro
De 14 às 20 h
Rua Irmão Menrado, 245
Bairro Borboleta


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Museu Mariano Procópio em Ouro Preto



     A excelente exposição "Simetria e Permanência", do nosso Museu,  estará em cartaz no Museu da Inconfidência a partir de 14 de agosto.

     Para saber mais sobre a exposição e o período em que esteve em cartaz na UFJF, clique no marcador Exposição Simetria e Permanência, logo abaixo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Visita guiada e palestra de Pedro Vasquez - 4



                         fotos Allison Ferrarezi Fagundes / MAPRO


 Continuação da matéria  Visita guiada e palestra de Pedro Vasquez - 3


     Embora a data inicial do Fotoclube do Rio de Janeiro fosse citada como 1910, Pedro Vasquez logo avisou que faria uma retificação, em deferência ao diretor do Museu Mariano Procópio. 

     Ocorre que recente pesquisa de Douglas Fasolato identificou fontes que informam não apenas sobre a participação de Alfredo Ferreira Lage no grupo fundador do Fotoclube do Rio de Janeiro, do qual depois foi presidente, mas remontam esta atividade a 1903, e não 1910! Interessantíssima novidade para interessados em História e Fotografia em JF!

     Segue o pequeno registro, em notas esparsas, de pontos interessantes abordados na palestra.


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     É interessante notar a ligação do fotoclube com a "grande arte" (entendida como a consagrada, oficial).

     Na 2ª Bienal, o fotoclube faz exposições.

     Na 8ª Bienal, em 1965, cinquenta fotógrafos participam, em 9 exposições.

     Em 2015, seleção de obras do Foto Clube Bandeirantes é doada ao MASP.

     A fotografia pictorialista é uma derivação do fotoclubismo. Esta estética, a princípio, foi rejeitada por acharem-na "imitação" do impressionismo.

     O desfoque e o tremido são aportes da Fotografia.

     A Fotografia nasce em um país católico (França) e se desenvolve em um protestante (EUA) que, não tinham problemas com imagens, ao contrário de judeus e islâmicos.

     A exposição de Alfredo Ferreira Lage é um achado. A exposição do Museu Mariano Procópio em São Paulo é de consagração. Esta é uma oportunidade de muita gente ter contato com esta faceta do Alfredo fotógrafo. Aqui em JF conhece-se várias outras de suas  facetas.

     E o que se fará depois da exposição? Novas pesquisas, por exemplo.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Visita guiada e palestra de Pedro Vasquez - 3


 


              fotos Allison Ferrarezi Fagundes / MAPRO


     Pedro Vasquez começou por ampliar o escopo original, que seria "Panorama do Fotoclubismo no Brasil", para falar não apenas do Brasil, mas do fotoclubismo no mundo, tudo temperado com panoramas históricos e história da Fotografia.

     Apresentamos aqui um limitadíssimo resumo de um pouco do que ouvimos na excelente palestra promovida pelo Museu Mariano Procópio e pela UFJF, que foi uma excelente oportunidade para conhecer um dos especialistas brasileiros mais reconhecidos.

     O texto a seguir são notas feitas durante a palestra, limitadas e sem revisão, apenas como registro do interessantíssimo conteúdo apresentado, sem maiores pretensões. Certamente estão incompletas e podem conter erros, que não serão do conferencista, mas do redator do blog.

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     Trata-se de um tema sobre o qual não há muito material, mas pode-se destacar a recente publicação de um livro sobre a Sociedade Fluminense de Fotografia, uma das que ainda existe.

     O fotoclubismo não tem mais a pujança que já teve no passado.

     Durante algum tempo, havia certo preconceito. Seria um hobby de diletantes. Na verdade, o fotoclube teve papel na formação das pessoas. Não havia onde estudar Fotografia. Depois, vieram cursos de Comunicação que passaram a fazer exigências curriculares, montaram laboratórios, etc. E há muitos cursos livres. Mas até certo tempo, o fotoclubismo foi a principal via de formação.

     A meu ver, alguns fotógrafos de fotoclubes eram superiores aos jornalistas, por terem mais bagagem, melhores equipamentos. Eu mesmo tive formação de fotoclube.

     O Brasil é mais sofisticado visualmente que a Suíça. Parte desta boa "culpa" é da TV Globo. 

     E há que se considerar o papel de Dom Pedro II, apoiando fotógrafos, e depois doando sua coleção para museus.

  • 1843 - fotoclube em Edimburgo

  • Só depois, em Londres, o que hoje é a Royal Photographic Society.

  • 1851 / 1854 - França - Societé Française de Photographie, existente até hoje, e que tem fotos de Marc Ferrez

     Alfredo Ferreira Lage ganhou medalha em Turim. Os fotoclubistas participavam de exposições internacionais.

    O Brasil estava em sintonia com o mundo. Tem uma certa predestinação para a Fotografia. O país que domina a fotografia e depois o cinema é os EUA. Mas ela chegou aos EUA em um mês de dezembro e ao Brasil no mês de janeiro seguinte. D. Pedro II foi o primeiro fotógrafo de nacionalidade brasileira e era amador. D. Pedro II e a Rainha Vitória tinham em comum a atração pela fotografia. Nomeavam "fotógrafo da casa imperial", uma espécie de título honorífico ou reconhecimento. Vitória enviou Roger Fenton para cobrir a Guerra da Crimeia.

     Datas relevantes de fundação de fotoclubes


  • 1903 - Porto Alegre
  • 1910 - Rio de Janeiro
  • 1916 - Porto Alegre
  • 1923 - Foto Clube Brasileiro
  • 1939 - Foto Clube Bandeirantes / Associação Brasileira de Arte Fotográfica

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     Este era o quadro conhecido até recentemente. Que mudou em função de recente pesquisa. Este fato e mais anotações sobre a palestra em nova publicação mais adiante.

>>> Continua na matéria   Visita guiada e palestra de Pedro Vasquez - 4