domingo, 26 de setembro de 2010

Conversa com Fabio Giorgi


     Fábio é um profissional, e por completa opção, visto que deixou seu campo original do Direito pela Fotografia. Além de fotografar, mantém dois blogs. No EX LUMEN (por sinal, nome muitíssimo bem achado), além de pequenas notícias, como fotos da montagem da exposição, principalmente apresenta seu trabalho, disponibilizado para aquisição. No outro, Alternativa Fotográfica, desenvolve um trabalho de apuro técnico abordando campos bem específicos, processos fotográficos históricos e alternativos. Ali se fala de de daguerreótipos, cianotipia, Talbot, colódio e outros tantos termos do universo da história da foptografia. Boa fonte técnica e excelente leitura.

     Conversamos rapidamente com Fabio a propósito da sua exposição no CCBM (ver notícia seguinte).

     Fabio, como você veio parar em Juiz de Fora?

     Vim em 1997 para trabalhar como advogado na MRS. A partir de 2006, passei a me dedicar exclusivamente à fotografia.


     Fale da experiência com os dois blogs.

     Naturalmente, não são blogs voltados a Juiz de Fora. O Ex Lumen é voltado principalmente a São Paulo e Rio de Janeiro, cidades onde há mercado e demanda por trabalhos fotográficos. O Alternativa Fotográfica tem alcance mais amplo. Sendo mais técnico, tenho recebido consultas, como, por exemplo, a de um estudante de uma unversidade do sul do país. Os blogs e seus assuntos estão se sofisticando com o passar do tempo, desde o início. A quantidade de visitantes também foi crescendo mês a mês e já atingimos mil visitas mensais, o que vem se mantendo regularmente. Como disse no Ex Lumen, é uma questão de trabalho e paciência, ainda com retorno financeiro limitado, mas com grande retorno em termos de satisfação. 

     E o meio fotográfico de JF?

     Agora estou tendo mais contato com o pessoal de JF. Por exemplo, com a Nina Mello e seu Espaço Experimental, onde dei uma oficina.

     E o seu trabalho nos tempos digitais atuais?

      Pela natureza do meu próprio trabalho com processos fotográficos históricos, critico bastante quem fotografa sem maiores cuidados. Alguns alunos, por exemplo, que dizem "depois resolvo no Photoshop". Contesto: "Você vai fazer uma foto ruim para depois ter que melhorar com Photoshop?" Minha filha nasceu já na fotografia digital, mas vou orientando, "varie a abertura, use outra velocidade, use a cãmara como se fosse uma ferramenta".