terça-feira, 11 de setembro de 2012

FOTO 12 - Tesouros fotográficos do Museu

     O FOTO 12 termina oficialmente nesta quarta, mas ainda continua mais um pouco.

     A exposição "Retratos oitocentistas no Museu Mariano Procópio", que integra a programação do projeto, que, assim, também contempla a fotografia histórica, pode ser visitada até o dia 23 de setembro, no parque do Museu Mariano Procópio.
     Mais de 1.300 visitantes já assinaram espontaneamente o livro de presenças. Entre os autores das imagens, fotógrafos consagrados como Marc Ferrez e Juan Gutierrez.

     O público vai ver, entre outras, nove fotos de negros que foram exibidas na Europalia, além de sete índios de um dos álbuns da Viscondessa de Cavalcanti.

 
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Uma das fotos: Baronesa do Retiro







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     A seguir, o texto de apresentação da exposição, pelo Diretor do Museu, Douglas Fasolato.

Retratos oitocentistas no acervo do Museu Mariano Procópio

     O acervo do Museu Mariano Procópio permite apresentar a evolução da fotografia no Brasil e no mundo, através dos mais diversos processos e técnicas, algumas delas pioneiras, como daguerreotipia, ambrotipia e ferrotipia. Essa abrangência reafirma-se nos formatos e suportes, como carte-de-visite e cabinet-size, chegando aos que a popularizaram ao longo do tempo, a partir da segunda metade do século XIX. Nas coleções, destacam-se obras de nomes consagrados da fotografia nacional e estrangeira.

     Toda essa relevância, que insere o acervo entre os mais importantes do Brasil, reflete o interesse e gosto do patrono da instituição, o comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, e de seu cunhado, o fotógrafo amador Manoel Machado Coelho Júnior, cujo aparato para produzir fotografias impressionou Luiz Agassiz, em 1865, como registra em seu livro Viagem ao Brasil.

     O fundador do Museu Mariano Procópio, o advogado e colecionador Alfredo Ferreira Lage, filho de Mariano Procópio, era fotógrafo amador premiado, assim como seu irmão Frederico Ferreira Lage. Eles eram primos-irmãos da Viscondessa de Cavalcanti, cuja coleção se destaca no acervo tanto pela qualidade como quantidade.

     Com quase 35 mil itens reunidos, não é tarefa fácil a escolha de uma temática entre tantas possibilidades a serem exploradas. Optou-se pelos retratos oitocentistas, priorizando-se os inéditos, os raros e os que se destacam pela beleza e conservação, mas mostrando a diversidade étnica e de estratos sociais. A elite local está representada pelos Barões do Retiro e pela Baronesa de Santana, assim como personagens da vida cotidiana da cidade, como o historiador Albino Esteves, os jornalistas Heitor de Alencar e Francisco Lins, somados aos artistas que estiveram de passagem, além de autores e retratados ainda não identificados.

     Na seleção figuram fotografias etnográficas, como as de negros (oito das quais de Alberto Henschel) e de índios, entre os quais retratos produzidos pelo fotógrafo Joaquim Ayres, reunidos em um dos álbuns da Viscondessa de Cavalcanti. Não eram imagens contratadas pelos retratados, mas despertavam interesse na comercialização como souvenirs e eram objeto de interesse dos colecionadores, turistas e cientistas.

     Em poses tradicionais ou irreverentes, trata-se de cenas de estúdio, preparadas para registrar a representação que desejavam os personagens ou os fotógrafos, mas que, mesmo assim, permitem revelar os hábitos e os costumes de uma época.

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Na entrada do Parque do Museu Mariano Procópio
FOTO 12 - 12 de agosto a 12 de setembro
Terça a domingo, de 8 h às 18 h
Rua Mariano Procópio, 1100
3690-2200 / 3690-2211